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Espondilolistese: Quando uma Vértebra Desliza Sobre a Outra

Conheça os tipos de espondilolistese, sintomas, diagnóstico e tratamentos modernos para essa condição da coluna.

Dr. Matheus LopesPor Dr. Matheus Lopes
15 de fevereiro de 20267 min de leitura
Espondilolistese: Quando uma Vértebra Desliza Sobre a Outra

A espondilolistese é o deslizamento anterior (ou raramente posterior) de uma vértebra sobre a vértebra logo abaixo. É uma das causas mais comuns de dor lombar crônica em adultos e atletas jovens.

Tipos principais

  • Ístmica: decorre de um defeito na pars interarticularis (espondilólise). Comum em jovens atletas de modalidades que exigem hiperextensão lombar (ginástica, vôlei, mergulho);
  • Degenerativa: mais comum em mulheres acima dos 50 anos, geralmente em L4-L5. Decorre da degeneração do disco e das facetas;
  • Congênita: presente desde o nascimento;
  • Traumática ou patológica: menos frequentes.

Classificação de Meyerding

Mede o percentual de deslizamento: grau I (até 25%), grau II (25-50%), grau III (50-75%), grau IV (75-100%) e grau V ou espondiloptose (>100%). A maioria dos casos é grau I ou II.

Sintomas

  • Dor lombar mecânica que piora ao final do dia;
  • Dor irradiada para as nádegas e coxas;
  • Sensação de instabilidade lombar;
  • Em casos avançados, claudicação neurogênica e déficit neurológico;
  • Rigidez de musculatura posterior da coxa (isquiotibiais encurtados).

Diagnóstico

A radiografia em pé e em dinâmica (flexão e extensão) é fundamental para avaliar o grau de deslizamento e a estabilidade. A ressonância magnética complementa a avaliação de discos, raízes nervosas e canal vertebral.

Tratamento conservador

Eficaz para a maioria dos pacientes com graus I e II e sem sinais neurológicos:

  • Fisioterapia com foco em estabilização lombar e fortalecimento de core;
  • Evitar atividades de impacto e hiperextensão;
  • Pilates clínico e RPG;
  • Controle de peso e ajustes ergonômicos;
  • Analgesia e anti-inflamatórios em fases agudas.

Quando operar?

  • Falha do tratamento conservador por 6 meses;
  • Progressão do deslizamento;
  • Déficit neurológico;
  • Dor incapacitante refratária;
  • Graus elevados (III a V) sintomáticos.

Cirurgia: o que esperar

O procedimento padrão é a artrodese instrumentada do segmento afetado, frequentemente com redução parcial do deslizamento e descompressão das raízes nervosas. Técnicas minimamente invasivas (MIS-TLIF) oferecem excelentes resultados com menor agressão tecidual.

Prognóstico

A maioria dos pacientes operados apresenta excelente recuperação, com retorno à vida ativa em alguns meses. O acompanhamento de longo prazo é importante para monitorar a coluna como um todo.

Este artigo tem caráter exclusivamente educacional e não substitui a avaliação médica individualizada.

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