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Espondilodiscite: A Infecção da Coluna que Não Pode Demorar

Saiba reconhecer a infecção da coluna vertebral, condição grave que exige diagnóstico rápido e tratamento antibiótico prolongado.

Dr. Matheus LopesPor Dr. Matheus Lopes
05 de março de 20266 min de leitura
Espondilodiscite: A Infecção da Coluna que Não Pode Demorar

A espondilodiscite é a infecção do disco intervertebral e das vértebras adjacentes. É uma condição rara mas grave, com diagnóstico frequentemente tardio devido à apresentação inespecífica.

Quem está em risco?

  • Pacientes imunossuprimidos (HIV, quimioterapia, corticoides);
  • Diabéticos descompensados;
  • Usuários de drogas injetáveis;
  • Pacientes em hemodiálise;
  • Pós-operatórios de coluna;
  • Portadores de infecções a distância (urinárias, dentárias, pulmonares).

Agentes mais comuns

  • Staphylococcus aureus (mais comum);
  • Bactérias entéricas (E. coli);
  • Mycobacterium tuberculosis (mal de Pott);
  • Brucelose em regiões endêmicas;
  • Fungos em imunossuprimidos.

Sintomas

  • Dor lombar ou cervical intensa, sem trauma;
  • Dor noturna que não melhora com repouso;
  • Febre (presente em apenas 50% dos casos);
  • Sudorese noturna;
  • Perda de peso;
  • Em casos avançados, déficit neurológico por abscesso epidural.

Diagnóstico

  • Exames laboratoriais: hemograma, VHS e PCR elevados;
  • Hemoculturas (positivas em 50-70%);
  • Ressonância magnética com contraste — exame de escolha;
  • Biópsia percutânea para identificação do agente.

Tratamento

Antibioticoterapia prolongada

Idealmente direcionada pela identificação do agente. Duração total típica de 6 a 12 semanas, com início endovenoso e transição para via oral.

Imobilização

Coletes ortopédicos podem ser necessários para alívio da dor e prevenção de deformidades.

Cirurgia

Indicada em casos com:

  • Abscesso epidural com compressão neural;
  • Falha do tratamento clínico;
  • Instabilidade significativa;
  • Necessidade de biópsia para diagnóstico.

Prognóstico

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes evolui bem. Atraso diagnóstico aumenta o risco de sequelas neurológicas e deformidades. Acompanhamento prolongado é essencial.

Este artigo tem caráter exclusivamente educacional e não substitui a avaliação médica individualizada.

Vídeo do Dr. Matheus Lopes

Dor na coluna: Sinais que não podem esperar

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