A espondilodiscite é a infecção do disco intervertebral e das vértebras adjacentes. É uma condição rara mas grave, com diagnóstico frequentemente tardio devido à apresentação inespecífica.
Quem está em risco?
- Pacientes imunossuprimidos (HIV, quimioterapia, corticoides);
- Diabéticos descompensados;
- Usuários de drogas injetáveis;
- Pacientes em hemodiálise;
- Pós-operatórios de coluna;
- Portadores de infecções a distância (urinárias, dentárias, pulmonares).
Agentes mais comuns
- Staphylococcus aureus (mais comum);
- Bactérias entéricas (E. coli);
- Mycobacterium tuberculosis (mal de Pott);
- Brucelose em regiões endêmicas;
- Fungos em imunossuprimidos.
Sintomas
- Dor lombar ou cervical intensa, sem trauma;
- Dor noturna que não melhora com repouso;
- Febre (presente em apenas 50% dos casos);
- Sudorese noturna;
- Perda de peso;
- Em casos avançados, déficit neurológico por abscesso epidural.
Diagnóstico
- Exames laboratoriais: hemograma, VHS e PCR elevados;
- Hemoculturas (positivas em 50-70%);
- Ressonância magnética com contraste — exame de escolha;
- Biópsia percutânea para identificação do agente.
Tratamento
Antibioticoterapia prolongada
Idealmente direcionada pela identificação do agente. Duração total típica de 6 a 12 semanas, com início endovenoso e transição para via oral.
Imobilização
Coletes ortopédicos podem ser necessários para alívio da dor e prevenção de deformidades.
Cirurgia
Indicada em casos com:
- Abscesso epidural com compressão neural;
- Falha do tratamento clínico;
- Instabilidade significativa;
- Necessidade de biópsia para diagnóstico.
Prognóstico
Com diagnóstico precoce e tratamento adequado, a maioria dos pacientes evolui bem. Atraso diagnóstico aumenta o risco de sequelas neurológicas e deformidades. Acompanhamento prolongado é essencial.
Este artigo tem caráter exclusivamente educacional e não substitui a avaliação médica individualizada.
